A única coisa que é possível dizer logo após a
sessão de Mad Max é que George Miller sabe muito bem como orquestrar o
ápice de duas horas que é o filme. São poucos respiros, mas com norte
suficiente para o desenho de conflitos, em especial os de Furiosa e de Max. A
brincadeira dos sonhos dos meninos (uma aventura sem fim) é tomada pelas
meninas e se torna menos fetichista pois a partir daí há uma breve sugestão de
que Mad Max se tornaria um filme de narradores e não de corpos (e máquinas) em
movimento. Mad Max é um filme fantasioso por motivos óbvios, mas seu feitio é
como se Miller fosse um mero espectador - com todos as instrumentos de
registro possíveis - deste caos. Ah, a primeira perseguição na tempestade de
poeira é de um primor absurdo.
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