THOR


Kenneth Branagh dirigiu um filme domesticado metido a transgressor. Depois dos fios narrativos sobrepostos à densidade sugeridos por Christopher Nolan (Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas) e Zack Snyder (Watchmen) e o descompromisso de Jon Favreau (Homem de Ferro e Homem de Ferro 2) e Matthew Vaughn (Kick-Ass – Quebrando Tudo), o subgênero que os filmes de heróis se tornou é cercado pela expectativa de abordagens não convencionais.

Thor dá um passo para trás neste aspecto;  Branagh preocupa-se em atolar todas as características que um blockbuster deve ter sob ordinária abordagem: a aproximação da estética ao espetáculo (produzida com excelência), a previsibilidade do texto, o respiro (aqui, transpondo a saga do deus do trovão à contemporaneidade, citando Ipod, Facebook, etc) e o romance, que insinua estranheza da colisão de dois mundos, sem tanto sucesso.

Thor é uma obra que se sustenta exclusivamente pelo visual quase lisérgico do CGI. É, de fato, um belo espetáculo plástico e fiel às origens da HQ da Marvel. Porém, o desenvolvimento é raso, sem articulações para suprir toda desconfiança e saturação às imagens, como disse, domesticadas.


Thor (Idem, EUA, 2011) de Kenneth Branagh

Comentários

  1. Olá Filipe,

    Encontramos esse belo espaço e por isso resolvemos segui-lo pelo blogroll do nosso 'O Teatro Da Vida'.

    Abraços,

    Jonathan Pereira

    ResponderExcluir
  2. Eu gostei do filme, achei muito bem realizado.

    A preocupação evidente de Branagh em sedimentar a história abordando a dramaticidade conflituosa do mundo nórdico, aliado ao efeito cômico que encontra na Terra, promove um equilíbrio agradável ao filme. Só pelo fato de não abandonar os traços originários do personagem-título e conseguir mesclar os dois núcleos da história já é um feitio e tanto. Tem problemas narrativos superficiais, mas, no fim das contas, é um passatempo de qualidade e que entretém.

    abs!

    ResponderExcluir
  3. acabei de ler três parágrafos que não me disseram nada, não me apresentaram nenhum argumento, e no fim de cada um diziam que o filme é ruim.
    cara, ou o filme é raso ou ele é fiel à HQ (que não tem a história mais profunda da MARVEL nem forçando a barra), dizer que é bom por ser fiel à obra, e ruim por ser raso, como você fez, é uma contradição quase do tamanho de um paradigma.

    ResponderExcluir
  4. cara, eu discordo completamente. a historia do thor é apenas a que foi mostrada: ele era orgulhoso, tomou uma bronca, foi jogado na terra, e se redimiu. a essência é essa, e foi passada por completo, não tem nada além disso a não ser as aventuras "aleatórias" que os heróis americanos geralmente tem.

    quanto à condensar essa história toda… cara, então você não pode ver nenhuma adaptação pq, tirando senhor dos anéis, que já foi pensado como um projeto gigante, ninguém tem dinheiro pra fazer uma aposta tão cara de fazer mais de um filme de uma franquia nova. e eu duvido que as pessoas tenham saco de passar três, quatro horas no cinema pra ver um filme de herói (avatar tinha quase três, ma o 3D colou td mundo na cadeira, o filme sozinho não faria isso).

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas