O PEQUENO NICOLAU


Junte o espírito de coletividade de Os Batutinhas à sapiência de O Menino Maluquinho e algum filme de Charlotte Sachs Bostrup e teremos algo bem próximo da fórmula de O Pequeno Nicolau. O filme que ao mesmo tempo chega às prateleiras das locadoras e ainda goza de uma ótima bilheteria nos cinemas do país tem motivos de sobra para ser aclamado pela crítica e pelo público: em sua narrativa envolve diversas referências do cinema dito cult ao desenvolvimento leve e divertido que o tema pede.

Para os mais velhos, o longa de Laurent Tirard carrega um tom nostálgico. Não espere os personagens possuindo telefones celulares, Ipods e afins. Os garotos (cada um com o estereótipo clássico de nossos amigos de colégio – que também remetem aos personagens de Menino Maluquinho) formam um clube para ajudar o pequeno Nicolas, aterrorizado pela suposta chegada de um irmãozinho que consequentemente expulsará Nicolas de sua casa para viver na floresta. Para os mais novos, é a chance de conhecer, de forma fiel, um mundo deixado para trás, onde as relações eram formadas pelo convívio.

E nas enrascadas que os amigos passam para agradar os pais de Nicolas que o filme representa cada fragmento do imaginário do mundo infantil. A inocência, o desconforto de estarem perto das meninas, os problemas no colégio e claro, a amizade, que é saboreada a cada segundo. Adicione a essa fórmula a direção segura de Tirard que não omite suas intenções ilustrativas dessa fase e a trilha sonora cool o bastante para colocar O Pequeno Nicolau como uma das pequenas pérolas deste ano.

O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas, França/Bélgica, 2009) de Laurent Tirard

Comentários

  1. Foi um dos meus filmes preferidos de 2010.

    Uma comédia adorável.

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