ENTRE MIM E ELES



O coletivo de Fortaleza Alumbramento, emblema do chamado novíssimo cinema brasileiro, termo criado a partir do prêmio dado ao conjunto de diretores por Estrada Para Ythaca na 13ª edição da Mostra de Tiradentes, é incansável. Nos últimos anos, cerca de seis filmes, entre longas e curtas-metragens foram lançados em festivais ou via internet.


Ao realizador/curador/crítico Marcelo Ikeda, coube a função de registro de Os Monstros, filme-chave para o coletivo após a consagração de Ythaca. E pela escolha do preto e branco, Ikeda se atém à margem do filme. Entre Mim e Eles pouco remete à obra em si, mas aproxima o abismo entre processo e produto. Trata-se de um documento focado em reações e espera. Nele, acompanhamos a longa e contemplativa espera para a filmagem, o desenho de cena e a resposta ao resultado, que nunca assistimos, afinal, Ikeda está interessado em firmar a ideia máxima deste novíssimo cinema: a amizade.


De filmes com pouco ou nenhum investimento, o grande eixo é o bom convívio entre a equipe, geralmente sem funções pré-estabelecidas. E Os Monstros é a grande prova deste meio. Um filme feito na base do suor e do amor, como seu ápice sugere. E o mesmo faz Ikeda em seu autointitulado filme-ensaio. Entre Mim e Eles, então, nada mais é que a extensão do raciocínio que impulsiona a produção de filmes sem ajuda de grandes empresas e que se apoia na cinefilia, invariavelmente o ponto de partida de Ikeda.

 
Entre Mim e Eles (Idem, Brasil, 2013) de Marcelo Ikeda

Comentários

  1. http://marceloikeda.wordpress.com/2013/03/21/entre-mim-e-eles/

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