Lançamentos em VOD

O mercado em Video on Demand no Brasil não para de crescer. Por outro lado, as locadoras decretam falência. É o fim de um tempo de troca de ideias frente ao balcão, sugestão de filmes, diretores e informações principalmente de amizades. Inicia-se o tempo de compras/downloads de filmes de forma oficial. Sendo assim, vamos a eles.

 
Bad Milo (Idem, Jacob Vaughn, 2013) 
 
Como ponto de partida de Bad Milo está a melhor (talvez única) representação cinematográfica da reação do sistema gastrointestinal ao stress de uma vida baseada em resultados e traumas.  Bad Milo tem o hibridismo de Basket Case de Frank Hennenloter e a justificativa tensionada ao humor do cinema de gênero como suporte para a violência, tantas vezes visitada em filmes como Peeping Tom e Re-Animator

Dark Horse (Idem, EUA, 2011) de Todd Solondz
Para variar, chegando com muito atraso no Brasil. 
Crítica completa aqui

 Veronica Mars (Idem, EUA, 2014) de Rob Thomas

Exibido entre 2004 e 2007, a série homônima criada por Rob Thomas coloca em sua versão longa-metragem apenas a leveza de continuar o formato consagrado e a ironia com os sete anos que separam a série e o filme. Rob Thomas parece à vontade para adaptar seus personagens ao tempo de Twitter, Facebook e tablets enquanto usa esta alavanca para, com controle  exigido por qualquer filme feito para a TV, representar um gênero. 
  
 Vida de Adulto (Adult World, EUA, 2013) de Scott Coffey
  
Vida de Adulto é por excelência um filme de relações. Com a vida em primeira instância, ainda que a busca por afirmação da protagonista ganhe mais atenção. Exemplar das comédias independentes americanas adotadas pelo festival de Sundance, o filme tem a frustração como norte da trama, abordada através de núcleos - pais, emprego, amigos, etc. Esta separação paralela aos conflitos comuns da recém-chegada vida adulta adormecem os eixos mais simples do filme, resultando em uma experiência genérica.


Ashley (Idem, EUA, 2013) de Dean Ronalds

Tentativa desarmoniosa de traçar o cotidiano de uma garota amedrontada pelos traumas de infância. Não há um simples núcleo que funcione aqui. Do roteiro ao elenco, nada encaixa e a impressão é que Ashley é um pastiche dos mais ousados dos últimos anos. Ou o pior filme que vi em muito tempo. 

Apagar Histórico (Clear History, EUA, 2013) de Greg Mottola

Por se tratar de um filme feito para TV, Apagar Histórico mostra Greg Mottola contido e sem a astúcia de Superbad e Paul. Fica claro em poucos minutos de filme que a intenção é produzir uma versão estendida de um episódio de qualquer seriado cômico no qual Larry David passou. O senso crítico de Apagar Histórico está diluído em personagens anêmicos e tão caricatos a ponto de criar dúvidas da postura de Mottola ao próprio filme.


O Perigo Vem do Lago (Beneath, EUA, 2013) de Larry Fessenden

O retorno à direção de Larry Fessenden após Colapso no Ártico reúne elementos básicos  do slasher com filmes de monstro, aqui representado por um peixe assassino que serve de mutação da figura do assassino e a redução do espaço de ação. E O Perigo Vem do Lago investiga o respeito dessa fronteira de espaços - lago e barco -, claro, na base da violência. E com ela Fessenden faz sequências belíssimas e de extrema coragem, sem medo do velho debate envolvendo efeitos especiais em filmes de baixo orçamento. Por outro lado, a velha história de um grupo de adolescentes insuportáveis e perdidos não ganha a tradicional carga de humor que serve como escape para tamanha canastrice. 

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