FOO FIGHTERS - BACK AND FORTH

 
Fora o talento, o êxito comercial dos Foo Fighters se deve ao carisma de seu líder e assumidamente chefe do grupo Dave Grohl. Reconhecido por seus anos no Nirvana, Grohl é desdenhoso com o passado. James Moll, vencedor do Oscar por The Last Days trata de passar rapidamente por este conturbado período para analisar conflitos comuns de uma banda em Foo Fighters – Back and Forth.

E novamente o carisma os salva. Composto apenas por depoimentos dos integrantes do grupo (ex e atuais) - com exceção de Butch Vig, produtor do último álbum do grupo e do clássico Nevermind do Nirvana – e imagens de arquivo, o longa acompanha os grandes contratempos – em sua maioria iniciada durante o processo criativo – da história da banda. Brigas, drogas, turnês intermináveis e demissões são expostas com a maquiagem do característico bom humor de Grohl, e Cia. No fim das contas, o impacto de qualquer intenção dramática criada por Moll é dormente à frente das piadas no melhor estilo “do passado eu dou risada”.

Conquistada a força, a perda de foco garante bons momentos, como Grohl citando o dia em que descobriu que poderia ter músicas pesadas e acústicas no mesmo álbum ou as formas de expurgar sua ansiedade pelo resultado final de Wasting Light, lançado neste ano.
É evidente o comando de Grohl sobre a banda, mas Back and Forth também se sustenta pela franqueza com que Nate Mendel, Pat Smear, Chris Shiflett e Taylor Hawkins falam sobre a relação com o “chefe”. Salientam o talento e dedicação e sem ressalvas lembram que ele não é tão legal quanto parece. E, como o próprio se refere às turbulências do grupo: “prefiro lembrar-me das coisas boas”. E é isso que James Moll adota para Back and Forth: um filme sobre um sonho realizado.

Foo Fighters - Back and Forth (Idem, EUA, 2011) de James Moll 

Comentários

  1. Deve ser ótimo esse documentário.
    Não vejo a hora de assistí-lo!

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