ONDINE


Ondine é o paralelo entre a magia da infância e o pesadelo da vida adulta. Neil Jordan chega a arriscar algumas inserções de seu cinema, mas fica mesmo na cartilha batida de elementos que constroem um cenário fantástico. O filme conta a história do pescador Circus, que literalmente pesca a garota Ondine. A filha do pescador acredita que se trata de uma criatura do mar dando margem para criar alusões sobre a distância entre sonho e realidade.

Jordan conduz esse paralelo delicadamente por boa parte do longa, tanto que traça um limite claro para não ser ultrapassado, motivado pela abrangência de idade do público alvo que Ondine tem. Numa mesma sequência o diretor põe assuntos ditos delicados – com inteligência - como alcoolismo e sexo no mesmo patamar que contos de fadas e o imaginário infantil.

Às vezes essa tendência parece irregular e não é congruente ao ritmo do longa, que em seus minutos finais parece virar ao avesso para justificar uma saída mais real, reflexiva, mesmo que isso corra o risco de destruir toda aura fantástica do filme. Mas Jordan consegue contornar com clichês que nunca pareceram tão compatíveis com um roteiro.


Ondine (Idem, Irlanda/EUA, 2009) de Neil Jordan

Comentários

  1. Além de eu ter visto este filme com erros grosseiros no áudio (foi minha primeira e última vez no Espaço Unibanco de Cinema =P) eu não gostei do final. Entre um e outro tropeço, o filme do Neil Jordan até caminhava bem. No entanto, aquela revelação no clímax fudeu com o tom de fábula da história. Me senti enganado. Vale apenas pela beleza hipnotizante de Alicja Bachleda e o talento da pequena Alison Barry.

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  2. Pelo trailer e pelas coisas escritas a respeito, pode até não ser ruim, mas me parece bem desinteressante. Ao menos Farrel continua trabalhando com os mais variados autores….

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