MINHAS MÃES E MEU PAI


Assistir ao novo filme de Lisa Cholodenko (Arte e Amor) é uma constante no que diz respeito à identificação da intenção e pretensão. Ao desenvolver a história com personagens já moldados, estereotipados e levá-los a força à trivial humanização, a diretora tropeça muito mais nas pretensões.

São muitos clichês para serem adaptados ao retratar um casal homossexual bem sucedido que entram em crise ao conhecer o doador de sêmen de seus já crescidos filhos, estes que só acrescentam conflitos saturados ao roteiro de Minhas Mães e Meu Pai, mesmo representando o núcleo mais interessante da trama.

Agarrado a momentos de humor e na silenciosa e constante tensão sexual de seus personagens – realçada pelas ótimas atuações de Julianne Moore, Mark Ruffalo e Josh Hutscherson -, o desenvolvimento narrativo é funcional; entretém mesmo esbarrando nos almejos revolucionários (atrasados, convenhamos) da diretora.

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right, EUA, 2010) de Lisa Cholodenko

Comentários

  1. Gostei do misto de drama e certo teor de comedia nele! achei os personagens retratados como "gente como a gente" - verdaeiros, inseguros, tangíveis.

    Até a Mia Wasikowska está bem nele!

    abraço

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  2. Gostaria de ver, só por causa da presença de Moore e Bening, mas noto algo curioso: a maior parte das críticas que li dos internautas brasileiros não é muito entusiástica, ao passo que no EUA o filme parece ter agradado bastante.

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  3. inda não entendi o que esse filme tem de extraordinário pra merecer uma indicação ao Oscar. Todo ano agora a Academia resolve nomear um 'alternativo' entre os indicados de Melhor Filme, foi assim com Pequena Miss Sunshine, Juno, Educação. Bem como uma biografia (ao menos - neste ano mais de uma) e COMO ADORAM premiar biografias!!

    Enfim, achei um filme regular/bom com ótimas atuações. E só.

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