ENTRE O AMOR E A PAIXÃO


Incontáveis são os filmes sobre relacionamentos em crise. O que destaca Entre o Amor e a Paixão é como a diretora/roteirista/atriz Sarah Polley dilui a intensidade do tema pontuando costumes de casais em longos relacionamentos e a tentação de se aventurar em algo novo.

É possível sentir o terror que assola a vida de Margo (Michelle Williams), Daniel (Luke Lurby) e Lou (Seth Rogen). Sim, qualquer sentimento relacionado ao amor ganha roupagem de horror. O que se desenha como jogo de sedução pode ser a profecia do fim ou significar uma constante pressão psicológica regida pelo futuro.

Entre o Amor e a Paixão é rico em multiplicidades ao que se diz à analise de causa e consequência e consciência. Fugir da especificidade e do foco em grandes crises, indo ao ponto – ou seja, levando a carne ante ao volátil, dá ao filme o diferencial e a sustentação necessária para seu desenvolvimento.

Polley construiu um mundo a parte para seus personagens e transita entre o “real” e o “imaginário”, amplificando a colisão entre estes extremos no momento ideal transparecendo a fragilidade da rotina aliado à essência, algo que foge às ciências e definições.

Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz, Canadá/França/Japão, 2011) de Sarah Polley

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