O HOMEM DA MÁFIA


Em via dupla, O Homem da Máfia desconstrói o panorama político pré-Barack Obama com a roupagem de um thriller anticlimático. Andrew Dominik faz dura análise do comportamento de uma nação sob influência do capitalismo, usando ironia e violência extrema como eixos, baseado no romance de George Higgins.

Acompanhamos, entre discursos políticos e promessas de um futuro melhor, um torto acerto de contas nos Estados Unidos que costumam esconder – frio, cinza, sujo e sanguinário. Do improvável – o submundo em crise financeira – ao jogo lírico que amplifica o filme de Dominik ao posto de manifesto, O Homem de Máfia não busca a regularidade; trata-se de distancia, ausência de macetes e o desafio ao espectador que é introduzido ao núcleo político ao abreviar sequências de ação a meras poças de sangue.

Desconstruir a postura de um país regido pelo mercado através da sujeira leva a diálogos longos, muitas vezes desconexos por conta do nervosismo e da ansiedade – o embate entre gênero e quem o utiliza e a metáfora da arma apontada para a cabeça do vilão/herói, que pode ser qualquer um, na verdade.

Dominik reforça a sugestão diversas vezes de que o filme deve ser diluído com o tempo, mas seu recado é ríspido desde a primeira sequencia; o fim da utopia da terra dos sonhos e o início do apocalipse.


O Homem da Máfia (Killing Them Softly, EUA, 2012) de Andrew Dominik

Comentários

  1. FILME PÉSSIMO, MUITO VIOLENTO! A TRILHA SONORA É UM CONTRAPONTO PARA A EXTREMA VIOLÊNCIA DAS MORTES. DIÁLOGOS INTRAGÁVEIS!!! O FILME NÃO ACRECENTA EM NADA, A NÃO SER NO FINAL, COM A MELHOR FRASE DO FILME (ALIÁS, A ÚNICA QUE SE SALVA…)

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