UM EVENTO FELIZ

A maior virtude de Um Evento Feliz é o desprendimento às censuras silenciosamente marcadas quando o assunto é gestação. Provando sua versatilidade, Rémi Bezançon, diretor da animação francesa pré selecionada ao Oscar 2013 Zarafa, o que testemunhamos é a aproximação ou ao menos a tentativa do conflitos que circulam o lar da mais nova cidadã francesa, Léa.

A pressão da família, a continuidade da vida profissional e sexual, as dezenas de teorias dadas às mães pré-gestação, depressão pós-parto, tudo é abordado por Bezançon com naturalidade e linguagem despudorada. É o suficiente para sustentar o desenvolvimento narrativo, porém, o roteiro assinado por Vanessa Portal e Éliette Ábecassis além do próprio Bezançon, desenha a previsibilidade muito cedo. Seus elementos tentam construir um mosaico de referencias para depois usar esta espécie de quebra-cabeças disfuncional como alavanca, sem muito sucesso.

A aura descontraída do filme passeia bem por todas as abordagens melodramáticas e dá ao filme o tom necessário para achar seu norte e definição como gênero. Sobressair à cartilha do novo “dramédia”, subgênero saturado rapidamente, faz de Um Evento Feliz uma obra que cai sim nas graças da identificação do raciocínio motivacional e edificante.

Um Evento Feliz (Un Heureux Évènement, França/Bélgica,2011) de Rémi Bezançon

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