MAMA



Baseado no curta-metragem homônimo de apenas três minutos de duração produzido em 2008 que encheu os olhos de Guillermo Del Toro (Hellboy, O Labirinto do Fauno), Mama se resume ao jogo de estilos que circundam o gênero de terror ao longo dos anos.  Apesar do leque de subgêneros ao dispor, o filme em longa-metragem, também dirigido por Andrés Muschietti traz a roupagem atual para dialogar com os maneirismos criados especialmente nos anos 70.

Ao desenvolver a história de Victoria e Lilly, duas meninas que viveram anos em uma casa abandonada no meio de uma floresta, mesmo com a proposta intacta, Muschietti desenvolve o subtexto envolvendo a maternidade como pilar. Nele, há abertura suficiente para criar situações assustadoras e, como grandes filmes do gênero, usa uma casa como personagem.

Entre boas idéias na construção e delineação de sequências usando o espaço cênico sem necessitar da ajuda de cortes ou elementos externos, Muschietti satura sua metodologia. A história é esquecida em certo ponto para funcionar como tributo ao gênero. Assim, o roteiro ignora personagens secundários e funcionar a favor do que angaria os jovens, maior consumidor de filmes de suspense para o cinema: os sustos. A brincadeira levada às últimas consequências seja como menção ou método se desgasta.

Portanto, cabe ao espectador não esperar um roteiro inventivo e sim se dispor a brincar com os clichês sinalizados e, dependendo do envolvimento, tomar alguns sustos.


Mama (Mamá, Espanha/Canadá, 2013) de Andrés Muschietti

Comentários

  1. Assisti ao curta-metragem assim que ele foi disponibilizado no Youtube. Admito que, embora simples e breve, o achei bem assustador. Portanto, já espero mesmo por alguns sustos. O envolvimento de Guillermo Del Toro no projeto provavelmente é positivo, quero ver "Mama" em breve.

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