Lançamentos em Video on Demand

Vertente para consumo de filmes em rápida ascensão no Brasil, o Video on Demand já possibilita novas opções além da programação dos cinemas e de lançamentos nas locadoras. A exemplo dos ótimos Margaret de Kenneth Lonergan e Na Carne e Na Alma de Alberto Salvá. Portanto, alguns filmes que merecem atenção serão comentados daqui por diante em parágrafos.


Frango com Ameixas (Poulet Aux Prunes, França/Alemanha, 2011) de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi

A dupla que gerou a pequena pérola chamada Persépolis traz em Frango com Ameixas a transformação da ternura e paixão pela vida na figura do músico Nasser Ali (Mathieu Almaric) em amargura completa. Em retrospectiva, Paronnaud e Satrapi remetem aos filmes de Jean-Pierre Jeunet pelo cunho ilustrativo e infantil, algo que aos poucos domina a  narrativa e se torna em exercício cansativo para exibir o que reverberou nos últimos dias de vida do protagonista.
★★ 

Inquilino Desajeitado (Small Apartments, EUA, 2012) de Jonas Åkerlund

Conhecido pela direção de video-clipes, Jonas Åkerlund retorna ao cinema com uma comédia de erros sobre a escória da sociedade. Representados por diversas estirpes e  vividos por nomes como Juno Temple, Johnny Knoxville, Billy Cristal e Dolph Lundgren, Inquilino Desajeitado é, a rigor, a vitória da estética sobre a linguagem. É notório o esforço de Åkerlund em apresentar de forma definitiva sua marca autoral - principalmente pelo fino humor, preso às entrelinhas, em claro embate com todo aparato estético.  Ainda não é a reação, mas é o sinal de inconformação do diretor à fórmula que ainda o prende.
★★ 
★★

★★★★
Cru (Idem, Brasil, 2011) de Jimi Figueiredo

Exibido na Première Brasil do Festival do Rio e lançado em circuito apenas em Brasília, Cru é um filme de assumido baixo orçamento e usa suas deficiências como justificativa para o dialogo com a estética. Repleto de referências a gêneros - em especial o western e o cinema de terror -, a história de vingança num mundo de personagens à margem até mesmo das relações humanas desemboca em retóricas sobre remorso e violência. Mas não escapa do  bruto ajuste, exibindo suas fragilidades.
★★
 Lola Contra o Mundo (Lola Versus, EUA, 2012) de Deryl Wein

Em expansão, o mumblecore deixa de ser vertente do cinema independente americano para virar referência de linguagem. O que antes era ousadia para esconder o baixo orçamento, hoje é apenas atrativo visual. Lola Contra o Mundo utiliza os elementos mais acessíveis deste cinema - incluindo a escalação da "musa" do movimento, Greta Gerwig - e mantém os devaneios sobre a vida adulta, desta vez em Manhattan. Em relação aos filmes de Joe Swanberg ou aos irmãos Duplass, referências e hoje também residentes em Hollywood, o filme de Deryl Wein nada mais é que adaptação deste meio ao grande público.
★★

Smashed - De Volta a Realidade (Smashed, EUA, 2012) de James Ponsoldt
Não tão distante da forma de Lola Contra o Mundo, Smashed - De Volta a Realidade utiliza a acessibilidade com outro intuito - descrever o primeiro ano de tratamento de uma mulher contra o alcoolismo. O filme de James Ponsoldt tem força graças a sinceridade em que aborda o tema, porém não há cuidado algum quanto ao teor melodramático da história. O conto do renascimento, neste caso, é dormente.
★★
O Homem que Não Dormia (Idem, Edgard Navarro, Brasil, 2011)

Comentários

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