A SUPREMA FELICIDADE


A volta de Arnaldo Jabor a direção de filmes após 24 anos parece um colchão de retalhos. Esqueça o diretor da época do Cinema Novo. É compreensível que A Suprema Felicidade seja pessoal demais para total compreensão. Mas para quem está de fora, o filme é um conjunto de referências (marteladas incessantemente) para se agarrar ao culto a nostalgia e largar o desenvolvimento narrativo. Às vezes exagerado e sempre piegas. A verdade é que o longa cansa em seu segundo ato com tantos retalhos de épocas distintas da juventude de Paulo, menino que cresceu no subúrbio carioca.

Na proximidade com o avô (Marco Nanini), nas brigas de colégio ou nas descobertas sexuais, a tendência de Jabor é apenas louvar uma época com os mesmos macetes. O grande (talvez o único) acerto é como o diretor assume suas influências, drasticamente mudando os tons de cores das cenas ou manipulando o andamento delas, mesmo que o filme não faça jus à elas.

As diversas facetas que A Suprema Felicidade assume para registrar uma época equivalem a propagandas de imóveis ou uma campanha de turismo a seu tempo, com todos os clichês da vida perfeita, independente se dentro da casa estão traumas e rancor.

A Suprema Felicidade  (Idem, Brasil, 2010) de Arnaldo Jabor 

Comentários

  1. Como sou ingênuo… Pensei que Jabor faria seu grande comeback e nos entregaria um filme marcante e importante.

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