O INESPERADO


Louise é daquelas pessoas que vivem por impulso: faz o que quer e quando deseja. Assim, abandona o namorado, manipula situações e claro, paga por suas escolhas. A saga de uma semana dirigida por Benóit Magne faz um passeio dicotômico na vida da protagonista. Pelo lado profissional, vive de porta em porta atrás de um emprego. Faz diversas entrevistas. Pelo lado pessoal, o aborto, a solidão.

Magne tem boas idéias para ilustrar a abstrata mente de Louise, mas quando quer ser exagerado e piegas, faz com louvor. Mas, de todas as formas, a busca pelo inesperado é que faz o mundo rodar para Louise. A rotina não a interessa, apesar de não ver uma fuga, afinal, as contas têm de ser pagas.

Mas O Inesperado nos pega pelas pernas por desconstruir situações que todos nós já vivemos, ou pelo menos, já tivemos vontade de passar, que é chutar tudo pro alto e recomeçar do zero. Os frequentes tropeços criados pela pretensão do diretor não chegam a atrapalhar o todo.

O Inesperado (L'inattendue, França, 2010) de Benóit Magne

Comentários

Postagens mais visitadas