MR. SGANZERLA - OS SIGNOS DA LUZ

Inventivo,  de postura cínica e subversiva às funções básicas do cinema, Rogério Sganzerla (1946-2004) não poupou ninguém de seus manifestos a favor da expansão das produções cinematográficas e seu alcance, contrariando a divisão do cinema para massas e para os intelectuais.

Da influência e admiração por Orson Welles, Jean Luc Godard e José Mojica Marins no cinema até Noel Rosa e Jimi Hendrix na música, Sganzerla – sempre verborrágico – seguia a criatividade; com Helena Ignez mudou o modus operandi da mise en scène. Pela montagem, criou o caos e contrariou a logística do uso do som no cinema.

Neste ensaio em primeira pessoa composto basicamente por imagens de arquivo em som off, Joel Pizzini constrói a essência da obra do diretor. Do inconformismo – representado diversas vezes por Sganzerla ressentido pela fuga do país em 1970 e pelo caminho comercial tomado pelo cinema – às atitudes como a criação da produtora Belair e a resolução ilustrativa de It’s all True, filme não terminado de Orson Welles em O Signo do Caos (2005), Mr. Sganzerla perfila a cartilha de filmes-tributo para entronizar a natureza de um artista a favor da subversão.

★★★★
Mr. Sganzerla (Idem, Brasil, 2011) de Joel Pizzini

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