Festival do Rio: NA MIRA DO CHEFE


Uma história de acerto de contas. Nada original, realmente. É mais ou menos assim que segue a trama de Na Mira do Chefe, que está em exibição.. você já sabe!

O longa infelizmente foca-se em estereótipos e na previsibilidade, mesmo com a intenção contrária. Ao retratar dois assassinos de aluguel, que por mais que tentem se adaptar, vivem em conflito de gênios. Na fuga de um furado plano, eles vão para Bruges, na Bélgica (o nome do filme em inglês é In Bruges) por ordem de seu chefe. Por lá os dois enquanto vivem experiências que passeiam entre o hilário e o banal, Collin Farrel (o mulherengo fanfarrão) e Brendan Gleesson (o culto mais contido) vivem seus esteriotipados personagens com louvor, esperando a ligação do manda-chuva para voltar para a Inglaterra.

Com o tempo vamos nos aprofundando no furado plano e consequentemente no âmago dos personagens, talvez essa a maior lavanca funcional do filme. Outro ponto a favor é o uso das luzes da cidade, o uso de uma fotografia amarelada e também com o exagero da luz branca, por outras vezes. O resultado é interessante, mas passa longe de ser algo inovador.

No mais, o filme não sai muito do que a proposta de um acerto de contas nos oferece, mas que se acerta no desfecho da história com criatividade, usando a citada lavanca com bastante criatividade. É funcional, mas não foge de cair na mesmice dos filmes do gênero.

★★
Na Mira do Chefe (In Bruges, Inglaterra, 2008) de Martin MacDonagh

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