PARA ROMA COM AMOR


Em Para Roma com Amor, Woody Allen chega ao ápice de seu egocentrismo. Ofuscar a coluna da neura – seu alterego – não simboliza uma mudança completa de ótica como Match Point – Ponto Final e O Sonho de Cassandra indicaram por fugir das comédias e dos dramas fortemente influenciados por Ingmar Bergman.  Dividindo seu filme em núcleos e montagem cansativa, Allen aproveita para revisitar sua obra sem criatividade alguma.

Referências claras a filmes como Sonho de Um Sedutor, Poderosa Afrodite, Celebridades, O Escorpião de Jade e Igual a Tudo na Vida são moldadas em histórias em que Roma não é um personagem e tampouco é lembrada, sendo usada em poucos momentos como cartão postal óbvio e sem criatividade. O núcleo de Roberto Benigni, onde seu personagem Leopoldo é aspirante à subcelebridade sem motivo aparente é o mais condensado em críticas e humor próximos ao ineditismo.

No mais, Para Roma com Amor é Allen requentado, sem uma justificativa que valha acompanhar seus enredos abraçados pela autoindulgência e falta de inspiração. O conceito bem sucedido deu ao diretor a zona de conforto e agora exige margens para renovação de sua filmografia, algo ensaiado com os já citados MatchPoint, Sonho de Cassandra e o criativo Meia Noite em Paris.

 ★★
Para Roma Com Amor (To Rome With Love, EUA/Itália/Espanha, 2012) de Woody Allen

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