POLICEMAN

 O pedido claro de Nadav Lapid em Policeman é que o espectador não se atenha à análise da moral ao redor de Israel e de seus personagens. Trata-se de um filme que coloca a simplicidade na representação de uma guerra invisível e rendeu ao diretor o prêmio especial do júri no Festival de Locarno.

Prosa e poesia são referências ao dia-a-dia de policiais judeus, com julgamentos e moralismos à parte, são alvos da corrupção. O que vale é o bem estar da família, o pão na mesa, as contas pagas e lutar contra o que chamam de “inimigo árabe” que nunca encontram. Lapid corta para um grupo que deseja a subversão de valores e posições no país. Porém, a motivação maior deste grupo, mesmo que não seja nítido para eles, é envernizar esta ação. Tudo é romanceado, poético.

A contagem regressiva para o encontro de ideais é comandando com louvor por Lapid. Discursos de um lado, suor do outro. A incoerência de ambos os lados vêm à tona. Contaminam-se.  Angústia para todos.

★★★
Policeman (Ha-Shoter, Israel, 2011) Direção: Nadav Lapid

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