Indie: RUÍDO DAS MINAS - A ORIGEM DO HEAVY METAL EM BELO HORIZONTE



Idealizado como um projeto final para a faculdade, o documentário de Filipe Sartoreto alçou vôos maiores. Em um momento que documentários musicais estão em ascensão e registram bons números nas bilheterias, o metal não ficaria de fora e em Ruído das Minas vemos porque Belo Horizonte é considerada o berço do gênero no Brasil.

O filme conta como bandas do porte de Sepultura, Overdose e Sarcófago ganharam reconhecimento dentro de fora do país por quem viveu intensamente os primórdios do metal em Belo Horizonte. A cena mineira sempre foi cercada de polêmicas e embates egocêntricos que mesmo com o sucesso regional, lotando casas de shows, mantinha a certeza que “união” não era uma palavra adequada para definir o circuito roqueiro de minas.

Com o surgimento da gravadora Cogumelo e com a explosão do Sepultura no exterior, a imaturidade foi abandonada. O misticismo não é esquecido, mas fica em segundo plano para ser substituído pelo profissionalismo e abrir as portas para uma carreira bem sucedida, que segundo muito deles, o próprio Sepultura fechou.

Seja com duras críticas ou elogios apaixonados, o valor do Sepultura não é esquecido. Max Cavalera sempre teve ideais e pretensões maiores que apenas tocar som pesado, ficar bêbado e sair com garotas. Ele buscava o que acontecia lá fora e mantinha um intenso contato com fãs de metal de outros continentes, fora seu interesse por outros estilos musicais.

Mas é importante lembrar que Ruído das Minas é um projeto experimental. Ele tem falhas e limitações. Algumas explícitas, outras não, mas que ficam dormentes quando batem de frente com o conteúdo do filme, porém a qualidade técnica acaba atrapalhando o desenvolvimento das emoções do espectador sugeridas pelo filme.

Ruído das Minas - A Origem do Heavy Metal em Belo Horizonte (Idem, Brasil, 2009) de Filipe Sartoreto

Comentários

Postagens mais visitadas