Indie: DUAS SENHORAS


Esther e Halima vivem em duas realidades opostas. Esther é judia, paraplégica, infeliz e solitária. Halima é dona de casa, muçulmana tem uma família estruturada apesar de suas pequenas ramificações causada pela religião. Se a religião pode causar alarde dentro de uma família, quando as duas senhoras se encontram, a explosão de valores e doutrinas religiosas seria o óbvio.

Quando Halima vai trabalhar na casa de Esther a pedido de sua filha, Philippe Faucon faz o paralelo do abismo que existe entre as religiões que são etnocêntricas, mas que as relações podem ir além quando existe respeito, numa clara forma de pregar a paz entre judeus e muçulmanos entre diálogos relevantes e conversas cotidianas, dando a impressão de irregularidade no texto.

De forma subjetiva, Faucon pontua a importância dessa aproximação, que aos poucos vai ficando mais explícita entre os incansáveis cortes secos, fazendo que o filme perca seu ritmo rápido, também por evitar uso de elementos cinematográficos sem que eles sejam justificados pelo roteiro, este que segue a obviedade para construir o previsível embate religioso entre Esther e Halima.

É importante retratar este abismo e a sugestão é válida, mas a construção do longa deixa a desejar, fazendo que os setenta e três minutos de filme pareçam duas horas.

Duas Senhoras (Dans La Vie, França, 2007) de Philippe Faucon

Comentários

  1. Outro tema batido, chega de abusar de deficiência e relações humanas em filmes. Só agora consigo lembrar de uns 5 assim.. parece o Brasil que só faz filme de favela e violência..rs

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