MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS



Edgar Wright fazendo escola. A temática mais sombria para se fazer comédia é o ponto de partida para Matadores de Vampiras Lésbicas, dirigido por Phil Claydon, que nos remete claramente à Todo Mundo Quase Morto de Wright, com o característico humor inglês, mas inserido numa trama que se força a ser como uma comédia para jovens americanos.

O uso do corpo feminino como manjar para os jovens Jimmy e Fletch é só uma das proximidades a comédias teenagers. E por elas que eles vão parar numa casa assombrada no meio de uma floresta durante as férias. E mal sabem eles por que estão no alvo das sensuais vampiras lésbicas. Algo que certamente é um atrativo e tanto para o filme, não pela beleza apenas, mas pela estética escolhida por Claydon. É um filme bem feito demais, com efeitos propositalmente trash, no limite para se inserir na proposta sem cair no ridículo.

As piadas também ficam no limite, com o timing perfeito para não ser exageradamente apelativas, pois apelativas quando se trata de um “pastelão-gore” elas sempre serão. Mas dividindo o filme nesses rótulos, o filme não chega a um bom resultado em nenhuma das duas, talvez pela exagerada dose de cada um deles, principalmente pela inexperiência mostrada por Claydon para domar seu elenco e a narrativa de seu filme.

Como diversão o filme serve muito bem, apesar de seu último ato ser exageradamente cansativo e por ser um filme de óbvia resolução, alongar suas amarras é uma idéia que só pode afastar o fio narrativo com a mente do espectador. Mas, se divertir é a palavra de ordem, as vampiras lésbicas servem e bem.

Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers, Inglaterra, 2009) de Phil Claydon

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